“QUEM VIVE DE PASSADO É MUSEU!”
Este
adágio popular carregado de sabedoria me faz lembrar de um grande amigo da
nossa família, tremendamente usado por Deus na pregação das Sagradas
Escrituras. A partir da ideia nele contida, é possível apreender preciosas lições
para nossa vida.
Na
carta aos Filipenses, o Apóstolo Paulo disse: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa
faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que
estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo premio da soberana vocação de
Deus em Cristo Jesus”(Fl
3.13,14)
Estas palavras tem um significado muito
especial se pensarmos na vida de quem as disse. Paulo, o apóstolo dos gentios,
sabia bem o que significava “deixar para trás”. Na mesma carta, há uma pequena
biografia deste ilustre servo:
“Circuncidado no oitavo dia de
vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu;
quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça
que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, passei a
considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como
perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para
poder ganhar a Cristo” (Fp 3, 5-8)
Um
passado de peso. Uma história marcante na religião de seus pais. Israelita de
berço, pertencente a uma tribo, estudioso e praticante da lei, fariseu.
James Strong descreve bem o grupo dos fariseus: “Procuravam
reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de
piedade, tal como lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas.
Comparativamente negligentes da genuína piedade, orgulhavam-se em suas boas
obras”.
Deixar tudo isso para trás não deve ter sido fácil para ele. Quando uma
mudança tão radical como a que ele sofreu ocorre, temos a impressão de ter
perdido um pouco de nossa identidade. Somos confrontados e convencidos pelo
próprio Espírito Santo. Foi assim que ele tornou-se cristão e Apóstolo dos
Gentios.
Contudo, o texto que inicia este artigo traz verdades relevantes à nossa
alma. Vivemos dias de esgotamento físico, mental e espiritual. Cansados,
desanimados, não conseguimos mais prosseguir com a mesma força e ritmo na
caminhada com Deus. Os cuidados da vida tem sufocado nossa visão do futuro com
Cristo. O passado nos sufoca. É neste contexto que somos convidados pelo Mestre
a deixarmos as bagagens e encontrarmos alivio nEle.
Escute seu coração
acelerado, seu corpo pedindo arrego, sua alma clamando por águas vivas...
Pare com a correria, o estresse e deleite-se nas belas palavras de Deus.
Beba de suas
fontes e jamais terá sede. Coma de seu pão e jamais terá fome.
Permita-se
refletir acerca do Max Lukado disse:
Você os tem
visto - com tudo o que eles próprios metem na bagagem - cambaleando pelos
terminais e vestíbulos de hotéis, com malas abarrotadas, baús, mochilas e
sacolas. 3 Dor nas costas. Pés ardendo. Pálpebras caídas. Todos já vimos
pessoas assim. As vezes, nós somos pessoas assim - se não com nossas bagagens
físicas, ao menos com nossas cargas espirituais. Todos arrastamos fardos para
os quais não fomos feitos. Medo. Preocupação. Descontentamento. Não admira
ficarmos tão cansados. Estamos exaustos de carregar excesso de bagagens. Não
seria ótimo perder algumas destas malas?
(...) Preciso
aprender a viajar sem bagagem. Você está se perguntando por que não posso.
Libertese!, você está pensando. Não se pode aproveitar uma viagem carregando
tantas coisas. Por que você simplesmente não 6 larga toda essa bagagem?
Brincadeira? Você deve estar indagando. E eu gostaria de inquirir o mesmo de
você. Você também não é conhecido por carregar alguma bagagem? Possivelmente,
você o fez esta manhã. Em algum lugar entre o primeiro passo ao sair da cama e
o último passo ao sair pela porta, você agarrou alguma bagagem. Você caminhou
até a esteira rolante e agarrou a carga. Não se lembra? É porque você fez sem
pensar. Não se lembra de ter visto o terminal de bagagem? É porque a esteira
não é aquela do aeroporto; é a da mente. E as malas que carregamos não são
feitas de couro; são feitas de encargos.(...)
Viajar sem
bagagem significa confiar a Deus as cargas para as quais você não foi
destinado.
O que você
estava dizendo a mim, Deus está dizendo a você: "Arrie a carga. Você está
carregando pesos que não tem de suportar". "Vinde a mim", Ele
convida, "todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos
aliviarei" (Mt 11.28).
Que
o Deus que faz coisas novas possa nos ajudar a romper as barreiras e viver o
presente, vislumbrando no futuro as bênçãos e vitórias que o Senhor tem
preparado para nós.
“Não
vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz;
porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo”. (Isaías 43, 18,19)
BIBLIOGRAFIA
LUKADO, MAX. Aliviando a Bagagem.CPAD.
STRONG , James. Nueva Concordancia Strong.

