O fim de ano
sempre traz a ideia de mudanças, novas perspectivas e oportunidades. Lembro-me
que desde a infância, acompanhávamos através dos meios de comunicação as
comemorações com belos fogos de artifício, as pessoas reunidas à beira da praia
ou em grandes eventos com suas roupas nas “cores da sorte” traziam uma aura de
misticismo para essa época do ano, me fazendo acreditar que no próximo ano tudo
ia ser diferente.
É uma imaginação
infantil ou adolescente acreditar que o simples fato da passagem do tempo no
trará felicidade e bons momentos.
Com a
maturidade e a sabedoria de Deus em minha vida, pude perceber que nossa
existência é muito mais do que etapas que se vão e vem. A felicidade, tão
sonhada e desejada nesta época do ano, é possível sim e não por breves
instantes. Mas tudo depende da nossa visão. Podemos ter momentos bons e ruins,
mas a vida não se resume a isso.
Precisamos, em
um momento de retrospectiva como este, nos lembrar das incontáveis bençãos de
Deus concedidas a nós e aos nossos e daquilo que almejamos, colocando sempre no
altar do Senhor e esperando na Graça Maravilhosa que dele emana.
Recentemente
tive acesso a uma canção maravilhosa, na voz de Paulo César Baruk que me trouxe
uma reflexão muito interessante :
Ano novo, vida nova
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Novas estações, outras emoções
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Se a gente não viver numa boa
Se ficarmos estressados à toa
Se não nos importamos com as pessoas
Tudo vai ser igual
Se brigar por causa de futebol
E falar palavrão no farol
Se não virmos a beleza do sol
Tudo vai ser igual
Se o amor de Deus não for a diferença
Tudo vai ser igual
Ano novo, vida nova
Novas estações, outras emoções
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Sem valorizar aquele amigo
Se olhar só para o próprio umbigo
Se não se importar com alguém ferido
Tudo vai ser igual
Se a gente não quiser perdoar
Se a mágoa persistir no olhar
Tudo vai ser igual
Que possamos
vencer aquilo que nos limita e tomar as rédeas na nossa vida (que é uma só) e nos
preparar para alçarmos os voos altos que Deus tem projetado para nós.
Acredito, portanto
que o mais importante não é a mudança no calendário, mas aquela que pode se
instalar dentro de nós quando passamos a rever nossos referencias, hábitos,
valores e atitudes, avaliando se estes nos levarão aos nossos objetivos e
percebendo as necessidades de mudanças!
Que Deus nos
dê sabedoria para aproveitarmos estas 365 oportunidades novinhas que chegarão
até nós em 2016.
Grande abraço!
