segunda-feira, 20 de junho de 2016

Migalhas




As formigas nos dão grande lição de sabedoria quando se trata de trabalho em equipe, do esforço pessoal, da necessidade de planejamento para o futuro. Mas há ainda outra lição pouco observada e que pode trazer grande contribuição para a mentalidade humana: são as migalhas que elas carregam.
Um dia recebi de uma amiga a frase “Não aceite migalhas, Deus te fez mulher e não formiga!”. Confesso que a mesma era tão simplista, que não dei muita atenção de imediato.
Após anos, começo a perceber que muitas de nós temos não apenas aceitado migalhas, mas sobrevivido delas. Migalhas de amor de alguém. Migalhas de prazer proporcionado pela companhia do outro, por uma substância alucinógena (drogas, álcool, remédios). Migalhas de conhecimento. Migalhas de reconhecimento...
E também nos contentamos em oferecer a quem amamos migalhas. Damos aos nossos filhos migalhas de amor e de tempo. O trabalho, as redes sociais ficam com a maior parte.
Nos rastejamos atrás de pessoas que não nos valorizam. Continuamos insatisfeitas no mesmo emprego, reclamando constantemente... Migalhas... Migalhas...Migalhas
E na vida espiritual? Nossas atitudes são permeadas por migalhas de oração, esperamos receber migalhas de unção e nos acostumamos com o pouco. Com o raso.
Em nossos sonhos, ansiamos por um dia em que seremos totalmente felizes, mas não percebemos o que estamos fazendo com nós mesmos.
Frases do tipo: “Basta ele chamar que eu volto pra ele”, ou “Ele é tudo pra mim”, mostram o quanto estamos carentes emocionalmente. Adoecidas e nos envolvendo em relacionamentos doentios.
Sim, somos mulheres! Somos seres inteligentes, lindas, amáveis, preciosas.  Não precisamos de migalhas para sobreviver! Deus nos fez completas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Nunca sem minha filha



A primeira vez em que tive acesso a esta história foi através da minha querida professora Neuracy no Ensino Médio. E a partir de então, a narrativa fílmica marcou minha vida.
Podendo rever nos dias de hoje e repensar acerca da saga real desta mãe, percebo a força que há em cada mãe para proporcionar o melhor para seus filhos.
A história da personagem Betty não é diferente de tantas outras mulheres. Uma dona de casa americana casada com o médico iraniano Moody, os quais juntos tem a filha Mahtob.
Muitas são as mulheres que conhecem e se casam com estrangeiros. Atualmente, com o advento da internet isto está se tornando cada vez mais comum. Conheço pessoas queridas nesta situação, com as quais infelizmente perdi o contato após mudarem de país. Existem muitas histórias de sucesso quando se trata de casamentos assim, mas existem muitos fatores a serem considerados. Infelizmente este não foi o caso da nossa protagonista.
A família de Betty leva uma vida tranquila e aparentemente cômoda nos Estados Unidos, até que o marido manifesta sua vontade de ir ao Irã para visitar os parentes, e junto quer levar a filha e a esposa para que conheçam a família paterna e ali fiquem por apenas duas semanas.
Devido ao fato de conviverem bem, a esposa acaba cedendo a ele, mesmo se mostrando muito apreensiva.
         Nesta época, o cenário no Irã está conturbado e é nítida a imposição de severas leis na constituição do país fundamentadas no radicalismo islâmico. Preocupada com a segurança da filha e a própria, Betty deseja retornar o mais breve possível, mas a situação é bem diferente daquela vivida em seu pais.
         Ao chegar em Teerã, Betty percebe que a família do marido não nutre muita simpatia por ela, devido ao fato de ser estrangeira. Além disto, descobre que ali, ainda que não seja muçulmana, por ser mulher todas as leis do Islã se aplicam a ela. Assim que coloca os pés no país é forçada a mudar seu modo de se vestir de maneira brusca.
         Com o passar dos dias, percebe a mudança na personalidade do marido, que rapidamente começa a agir exatamente igual aos demais membros da família, sendo inclusive agressivo com ela.
A pior notícia recebida é saber que eles não irão mais voltar ao país de origem de Betty. Ela está então presa ao marido, à família dele e fica inclusive enclausurada dentro de uma casa por tentar fugir daquela situação.
         Os sentimentos de Betty vão desde uma tristeza profunda até a resiliencia. Mesmo diante das situações tão desanimadoras, ela não deixa de buscar uma saída.
         A todo o momento pensei que iria acontece algo terrível, mas o final da história é surpreendente.
         Este é um excelente filme, que nos mostra um pequeno retrato da sociedade islâmica, a situação da mulher nestes países, o amor e a sabedoria de uma mãe em relação a sua filha.
         Uma reflexão importante fica para nós mulheres que temos a missão de escolher os homens com os quais formaremos uma família, os pais de nossos filhos, se assim quisermos tê-los.
Especialmente no caso de estrangeiros, cujas leis são diferentes das nossas, precisamos ter muita cautela e sabedoria.
Que Deus oriente a todas as mães em situações semelhantes a esta.



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ANO NOVO, VIDA NOVA... SERÁ?



O fim de ano sempre traz a ideia de mudanças, novas perspectivas e oportunidades. Lembro-me que desde a infância, acompanhávamos através dos meios de comunicação as comemorações com belos fogos de artifício, as pessoas reunidas à beira da praia ou em grandes eventos com suas roupas nas “cores da sorte” traziam uma aura de misticismo para essa época do ano, me fazendo acreditar que no próximo ano tudo ia ser diferente.
É uma imaginação infantil ou adolescente acreditar que o simples fato da passagem do tempo no trará felicidade e bons momentos.
Com a maturidade e a sabedoria de Deus em minha vida, pude perceber que nossa existência é muito mais do que etapas que se vão e vem. A felicidade, tão sonhada e desejada nesta época do ano, é possível sim e não por breves instantes. Mas tudo depende da nossa visão. Podemos ter momentos bons e ruins, mas a vida não se resume a isso.
Precisamos, em um momento de retrospectiva como este, nos lembrar das incontáveis bençãos de Deus concedidas a nós e aos nossos e daquilo que almejamos, colocando sempre no altar do Senhor e esperando na Graça Maravilhosa que dele emana.
Recentemente tive acesso a uma canção maravilhosa, na voz de Paulo César Baruk que me trouxe uma reflexão muito interessante :

Ano novo, vida nova
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Novas estações, outras emoções
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Se a gente não viver numa boa
Se ficarmos estressados à toa
Se não nos importamos com as pessoas
Tudo vai ser igual
Se brigar por causa de futebol
E falar palavrão no farol
Se não virmos a beleza do sol
Tudo vai ser igual
Se o amor de Deus não for a diferença
Tudo vai ser igual
Ano novo, vida nova
Novas estações, outras emoções
Mas se a gente não for diferente, tudo vai ser igual
Sem valorizar aquele amigo
Se olhar só para o próprio umbigo
Se não se importar com alguém ferido
Tudo vai ser igual
Se a gente não quiser perdoar
Se a mágoa persistir no olhar
Tudo vai ser igual

Que possamos vencer aquilo que nos limita e tomar as rédeas na nossa vida (que é uma só) e nos preparar para alçarmos os voos altos que Deus tem projetado para nós.
Acredito, portanto que o mais importante não é a mudança no calendário, mas aquela que pode se instalar dentro de nós quando passamos a rever nossos referencias, hábitos, valores e atitudes, avaliando se estes nos levarão aos nossos objetivos e percebendo as necessidades de mudanças!
Que Deus nos dê sabedoria para aproveitarmos estas 365 oportunidades novinhas que chegarão até nós em 2016.
Grande abraço!