segunda-feira, 4 de abril de 2016

Nunca sem minha filha



A primeira vez em que tive acesso a esta história foi através da minha querida professora Neuracy no Ensino Médio. E a partir de então, a narrativa fílmica marcou minha vida.
Podendo rever nos dias de hoje e repensar acerca da saga real desta mãe, percebo a força que há em cada mãe para proporcionar o melhor para seus filhos.
A história da personagem Betty não é diferente de tantas outras mulheres. Uma dona de casa americana casada com o médico iraniano Moody, os quais juntos tem a filha Mahtob.
Muitas são as mulheres que conhecem e se casam com estrangeiros. Atualmente, com o advento da internet isto está se tornando cada vez mais comum. Conheço pessoas queridas nesta situação, com as quais infelizmente perdi o contato após mudarem de país. Existem muitas histórias de sucesso quando se trata de casamentos assim, mas existem muitos fatores a serem considerados. Infelizmente este não foi o caso da nossa protagonista.
A família de Betty leva uma vida tranquila e aparentemente cômoda nos Estados Unidos, até que o marido manifesta sua vontade de ir ao Irã para visitar os parentes, e junto quer levar a filha e a esposa para que conheçam a família paterna e ali fiquem por apenas duas semanas.
Devido ao fato de conviverem bem, a esposa acaba cedendo a ele, mesmo se mostrando muito apreensiva.
         Nesta época, o cenário no Irã está conturbado e é nítida a imposição de severas leis na constituição do país fundamentadas no radicalismo islâmico. Preocupada com a segurança da filha e a própria, Betty deseja retornar o mais breve possível, mas a situação é bem diferente daquela vivida em seu pais.
         Ao chegar em Teerã, Betty percebe que a família do marido não nutre muita simpatia por ela, devido ao fato de ser estrangeira. Além disto, descobre que ali, ainda que não seja muçulmana, por ser mulher todas as leis do Islã se aplicam a ela. Assim que coloca os pés no país é forçada a mudar seu modo de se vestir de maneira brusca.
         Com o passar dos dias, percebe a mudança na personalidade do marido, que rapidamente começa a agir exatamente igual aos demais membros da família, sendo inclusive agressivo com ela.
A pior notícia recebida é saber que eles não irão mais voltar ao país de origem de Betty. Ela está então presa ao marido, à família dele e fica inclusive enclausurada dentro de uma casa por tentar fugir daquela situação.
         Os sentimentos de Betty vão desde uma tristeza profunda até a resiliencia. Mesmo diante das situações tão desanimadoras, ela não deixa de buscar uma saída.
         A todo o momento pensei que iria acontece algo terrível, mas o final da história é surpreendente.
         Este é um excelente filme, que nos mostra um pequeno retrato da sociedade islâmica, a situação da mulher nestes países, o amor e a sabedoria de uma mãe em relação a sua filha.
         Uma reflexão importante fica para nós mulheres que temos a missão de escolher os homens com os quais formaremos uma família, os pais de nossos filhos, se assim quisermos tê-los.
Especialmente no caso de estrangeiros, cujas leis são diferentes das nossas, precisamos ter muita cautela e sabedoria.
Que Deus oriente a todas as mães em situações semelhantes a esta.