segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

QUAL É A SUA MOTIVAÇÃO?

                                                 
                                 
Nos últimos meses a palavra motivação tem ocupado frequentemente minhas reflexões. Não aquela motivação prometida pelos livros de autoajuda ou palestras que prometem estimular e ensinar o segredo do sucesso. Falo de uma motivação mais profunda, que norteia a razão de nossas ações, que está no cerne de tudo o que pensamos, planejamos e executamos em benefício próprio, do outro e do reino de Deus. Um assunto que merece nossa atenção, visto que perpassa por tudo o que realizamos, sejam decisões simples, corriqueiras, ou sérias. Não existe ação sem motivação.
Definida pelo dicionário Aurélio como conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo, essa motivação precisa frequentemente ser analisada, pois revela os sentimentos mais profundos que abrigamos em nosso interior.
 O apóstolo Paulo nos deu um sábio conselho na Epístola aos Filipenses, quando disse: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Fp2, 3 NVI), ou em outra versão: “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Fp2,3 NTLH).
Esta passagem evidencia que quando realizamos algo em prol do Reino de Deus, nossas motivações podem ser variadas. Desde o desejo de promover nossa própria imagem ou de um amigo, ou ainda estorvar uma pessoa ou instituição. Tais motivações poderão até dar resultados no plano terreno, mas estes, além de serem negativos no sentido espiritual, poderão nos conduzir à reprovação diante de Deus naquele Grande Dia em que todos nós estaremos diante dEle, prestando contas de nossas ações.
Em tempos hodiernos, em que as redes sociais estão a todo o vapor, a exemplo do facebook, twiter e outros, é necessário frequentemente revermos as motivações que geram nossas manifestações nas mesmas. Quanto mais ativa é uma pessoa, mais é necessário que esta reveja e repense acerca do que a move a estar postando determinada imagem ou comentário. Muitos estão expondo a vida privada, os sonhos, a família (inclusive crianças) sem antes passar pelo crivo da reflexão. E toda esta exposição certamente tem consequências positivas ou negativas.
Achei muito positivo o conselho publicado no Jornal Mensageiro da Paz que alerta:
De acordo com pesquisa realizada no Brasil pelo Centro de Estudos sobre as tecnologias da Informação, 68% dos pais acham que os filhos não irão passar por situações de risco na internet. Enquanto isso, casos de sequestros, roubos, e pedofilia são cada vez mais comuns e se tornam ainda mais fáceis de serem cometidos, uma vez que a rede oferece não só a imagem da criança, mas de também sua localização exata, lugares que frequenta, trabalho dos pais, bens da família, etc. Uma dica importante é limitar a divulgação entre parentes e melhores amigos. Isso pode ser feito alterando a configuração das postagens, que nunca deve ter a opção “publica” (visível para qualquer pessoa) Mesmo quem limita apenas ao grupo “amigos” deve restringir ainda mais determinadas imagens, já que nem todos são realmente pessoas próximas. No facebook, por exemplo, basta clicar em “Configurações” e depois em “Privacidade” para fazer filtros de segurança, escolhendo quem pode ver ou não seus posts. Mostrar informações escritas de onde estuda, mora, endereços, fotos de casa é perigoso, pois podem expor a localização da criança e locais que ela frequenta. Nunca poste fotos da criança nua, mesmo bem pequena. Não poste fotos que possam envergonhá-la no futuro, nem que mostrem objetos de valor da família. Outro grande risco é deixar que crianças criem seus próprios perfis nas redes sociais. Se os próprios sites estabelecem limite de idade, por que ensinar seus filhos a desrespeitá-lo? (MP, p. 19, Fonte NIC)
         Diante do mundo tenebroso em que vivemos, precisamos refletir não somente acerca de nossas próprias motivações e de nossos cônjuges e filhos, mas também das consequências das mesmas para o nosso futuro, de nossa família, e também dos grupos que participamos, como a igreja, por exemplo.
Por outro lado, temos visto uma enxurrada de debates de toda a sorte, nos quais muitos denigrem instituições ou crenças, atacam os contrários e tentam de muitas maneiras demonstrar que suas teorias estão corretas. Alguns com sinceridade desejam defender o que acreditam, mas como a linha entre a defesa e o ataque é muito tênue, podem contribuir mais ainda para que a imagem das instituições que defendem ser denegrida.
Enfim, seja qual for a nossa postura, se não tivermos a motivação correta, poderemos até acreditar estarmos agindo em prol do Reino de Deus, e naquele Grande Dia sermos decepcionados pela resposta do Mestre.
Enquanto ser onisciente, Deus conhece profundamente nossos corações a verdadeira natureza de nossas motivações. O episódio na casa de Simão, por exemplo, (confira João 12) quando Maria foi mal interpretada e criticada por muitos quando colocou aos pés do Mestre aquele perfume caríssimo, o que era considerado um desperdício, mas Jesus que conhecia sua motivação (a qual buscava demonstrar sua devoção ao Mestre) não somente declarou que sua ação era boa, como afirmou que aquele gesto de amor seria divulgado onde quer que o evangelho chegasse. Já Judas, aparentemente defendeu os pobres, mas não podemos assegurar que desejava realmente ajudá-los.
Por outro lado, de nada adianta a motivação correta sem o devido conhecimento da verdade. Um grande exemplo disso é o próprio apóstolo Paulo. Enquanto perseguia os cristãos, acreditava estar fazendo a vontade de Deus, sua motivação estava correta, mas somente quando foi confrontado por Cristo é que verdadeiramente pôde compreender a vontade de Deus e trabalhar em seu Reino.
Nosso coração é tão enganoso, como declarou o profeta Jeremias,  (Jr 17.9) que muitas vezes, tendemos a mascarar verdades para nós mesmos.
É preciso nos questionarmos em todo o tempo com reflexões do tipo: Qual é minha motivação ao planejar, realizar isso hoje? Ela culminará em exaltação a Deus ou a mim mesmo (a)? Ela contribuirá para a expansão do Reino de Deus? Ela abençoará alguém? Pensemos constantemente no que declarou Paulo: “Por último, meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente”. (Fp 4:8 NTLH)  
Portanto, caso desejemos sinceramente agradar ao nosso Pai Celeste, viver para Ele e trabalhar em sua seara, semeando as boas novas e sendo cooperadores de Deus, oremos ao Senhor e peçamos a Ele para sondar nossos corações e direcionar nossas motivações, conforme pediu o Salmista “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”.(Sl 139:23-24)
Que o Senhor nos abençoe.



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MATERNIDADE; UMA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGENS (UM TEMA DE MUITAS FACETAS)

“De todos os papéis desempenhados pela mulher durante a trajetória da sua vida, o papel de mãe é extremamente significativo e duradouro. Ser mãe é ter o privilégio de gerar e abrigar em seu ventre uma nova vida, é conviver e compartilhar simbioticamente com o crescimento do novo ser, participando e disponibilizando o seu próprio organismo para isso. É ter o privilégio de reconhecer os mais fortes sentimentos despertados pela constatação da gravidez. É, na maioria das vezes, o acontecimento impar para auto-realização de uma mulher”.
Há alguns anos atrás me deparei com o artigo “Bênçãos e responsabilidades de ser mãe” publicado pelo Mensageiro da Paz, cuja leitura marcou-me profundamente. Atualmente, a experiência vivida me faz ter um novo olhar sobre a trajetória de uma mulher no caminho percorrido até tornar-se mãe.
O que é ser mãe, afinal? É muito mais do que emoções fortes, sentir chutes, derramar rios de lágrimas, sonhar com um rosto ou sofrer pelas perdas. É algo que transcende as explicações naturais e está no campo da experiência, não apenas no sentido biológico de gerar, mas também daquelas que geram e cuidam sem nunca terem passado pela experiência do parto.
Para algumas mulheres é a celebração da vida, para outros a vivência do luto. Para algumas, uma realização, para outras, um fardo. Para muitas, ganhos, para tantas outras, duras perdas.
Desde pequenas recebemos a “missão” de procriar e esta pode ser uma alegria, uma carga, ou um sonho distante a depender de nossa história de vida, de nossas prioridades, de nossa identidade enquanto mulher.
Antigamente, este era um dos papéis claros para qualquer mulher, visto que a maioria não podia alimentar os anseios de uma carreira. Contudo, atualmente, muitas de nós encontramo-nos na encruzilhada da vida, indecisas sobre o melhor momento para sermos mães, levando em consideração os desejos do parceiro, da família, os planos profissionais e nem sempre tendo claro nossas próprias emoções, muitas vezes encurraladas pelo medo de não mais ser possível a realização do sonho da maternidade, após completadas as etapas da carreira, ou resolvidas as pendências pessoais.
As tristes experiências de amigas que perderam seus bebês tão desejados não deixam de nos afetar. Para uma mulher, essa vivência é a ruptura não apenas com projetos e desejos íntimos, mas a separação com um pedaço de si, um processo profundamente doloroso e cuja recuperação é lenta. Contudo, também podemos nos lembrar que muitas dessas amigas resolveram se reerguer em meio à sua dor tiveram coragem para lutar, sendo bem sucedidas em suas tentativas. Outras, encontraram a realização de maneiras diferentes, através de caminhos curvilíneos, mas que as conduziram a um destino feliz.
Nem sempre uma resposta negativa ante o desejo de ser mãe é o fim de tudo. Conheço algumas histórias dignas de um filme maravilhoso acerca de mães que tiveram um encontro com seu (sua) filho (a) e souberam desde a primeira vez que viram a criança que estavam destinados um para o outro, percorrendo todo o longo e burocrático caminho da adoção por anos e ficando juntos no final. Alguns desses filhos, tornam-se tão parecidos com seus pais, com laços tão profundos de amor, que em nada os diferencia de filhos biológicos. São experiências maravilhosas, as quais estão disponíveis para toda mulher que se permitir vivenciá-las.
A experiência de cuidar de uma criança, estabelecendo laços de afeto e sendo um referencial em sua vida é algo profundo e duradouro. Muitas mulheres encontram nesse papel uma resposta para sua missão no mundo e a realização pessoal de suas vidas. São inúmeros exemplos de missionárias solteiras ou casadas ou simplesmente mulheres anônimas, que deixaram um grande legado através de seu trabalho, alcançando muitas vidas e tocando muitos corações. Seja em escolas ou em orfanatos, casas de abrigo ou em suas próprias residências, elas abriram as portas de seus corações para crianças que jamais encontraram um amor tão puro quanto o delas. Um grande exemplo é a história de Flor de Liz, uma mulher surpreendente, que foi capaz de amar dezenas de crianças abandonadas, aliciadas pelo tráfico de drogas e vítimas de todo tipo de violência. Para conhecer mais acerca de sua história assista o filme https://www.youtube.com/watch?v=z9OqXKqowBE ou pesquise  http://blogs.odiario.com/inforgospel/2011/07/11/flor-de-lis-a-missionaria-foi-homenageada-pela-sua-historia-e-trabalho/. Ela enfrentou inúmeras dificuldades para ser a única figura de mãe na vida da maioria dessas crianças e, na maioria dos casos, conseguiu transformar a história destas, dando-lhes um novo sentido.
Enfim, a relação entre mães e filhos é complexa e multifacetada. Em dias como os que vivemos, em que intuições como a família, a escola e a igreja enfrentam o caos instaurado na sociedade e vemos as relações se degenerarem e o mundo se tornando um lugar cada vez mais difícil de se viver, torna-se uma tarefa cada vez mais desafiadora a de educar, especialmente quando se trata  de nossos filhos, cuja responsabilidade é inteiramente nossa. Contudo, conforme ressalta o artigo citado no início deste texto, nós mulheres cristãs temos uma grande fonte de inspiração e auxílio em se tratando das relações familiares, que são as Sagradas Escrituras, as quais, se bem estudadas e aplicadas no contexto familiar, oferecem norteamento tanto para pais, quanto para filhos e cônjuges, revelando profundas lições para relacionamentos saudáveis e amorosos. Busquemos, pois com diligencia valorizar o culto doméstico e os momentos de diálogo e companhia em família, ainda que para isso tenhamos que vencer muitos obstáculos impostos pelo estilo de vida atual.

Para ler o artigo “Bênçãos e responsabilidades de ser mãe” na íntegra, acesse  https://mulherespreciosasnaessencia.blogspot.com/b/post-preview?token=NBTuZUgBAAA.axg7cFHA3Y3Yimo3Ir6Ebw.Mc7e98pdnA5oGhxABjgkaQ&postId=5604054616805177811&type=POST

BÊNÇÃOS E RESPONSABILIDADES DE SER MÃE


PORTINARI, Mulher e criança

De todos os papéis desempenhados pela mulher durante a trajetória da sua vida, o papel de mãe é extremamente significativo e duradouro. Ser mãe é ter o privilégio de gerar e abrigar em seu ventre uma nova vida, é conviver e compartilhar simbioticamente com o crescimento do novo ser, participando e disponibilizando o seu próprio organismo para isso. É ter o privilégio de reconhecer os mais fortes sentimentos despertados pela constatação da gravidez. É, na maioria das vezes, o acontecimento impar para auto-realização de uma mulher.
A mulher cristã tem a sua ótica da maternidade ampliada. Ela recebe o filho como um presente de Deus. “Os filhos são herança do Senhor” (Sl 127.3). “Eles são bênçãos do Senhor” (Sl 128.3; Dt 28.4; 1 Tm 2.15).
Logo, suas percepções e preocupações estarão voltadas para o pequeno bebê que transformará a rotina diária da mulher numa grande aventura com fortes emoções e muito trabalho. A partir de então, ela passa a entender e a suprir as necessidades do filho que, inicia a sua vida totalmente dependente, sendo acompanhado por ela, com amor, carinho e dedicação; e capaz de transmitir segurança à criança, que paralelamente ao ensino, disciplina e coerência, preparam-na para a autonomia. A tarefa é árdua e exige tempo de qualidade, talento, energia e boa comunicação para alcançar os objetivos propostos.
A mulher cristã é preocupada com o desenvolvimento do filho como um todo: Espírito, Alma e Corpo. Ela exerce influência na formação da personalidade da criança, passando, não só através de palavras, mas dos exemplos vivenciados em família e na sociedade, os valores morais e cristãos que nortearão o comportamento infantil. Assim eles poderão se tornar adultos saudáveis e bem ajustados.
A mãe tem a oportunidade de vivenciar, desde a mais tenra idade, os anos mais importantes no processo de desenvolvimento, quando a criança é mais flexível e vulnerável à assimilação dos valores e princípios eternos. A criança é “matéria prima” de muito boa qualidade. O amor, boa vontade, postura firme e profunda compreensão serão a base da maturidade bem sucedida (1 Co 13.4-8).
A mãe crente possui características especiais. Além de todas, possui sensibilidade para entender a importância, também, do cuidado com a vida espiritual de seus filhos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar. E ainda quando for velho não desviará dele” (Pv 22.6). Dará a seus filhos conhecimento de Cristo e seu poder, levando-os a ter uma experiência pessoal com deus. Será capaz de interceder por eles em oração, dando apoio espiritual.
A Bíblia traz exemplos de inúmeras mulheres que se destacaram como mães diligentes. Maria, mãe de Jesus é um deles. Ela foi escolhida por Deus para ser a mãe do salvador e possuía características que agradavam a Deus, como humildade, submissão, santidade e uma vida de oração. Maria soube ouvir e entender a vontade de Deus a respeito da criação de Jesus (Lc 1.46-51).
Vivemos num mundo corrompido que apresenta aos nossos filhos só o lado satisfatório que os prazeres do mundo oferecem em nada contribuindo para a salvação da alma deles e da felicidade plena e duradoura que o Senhor nos proporciona. Ajudar a mantê-los saudáveis de corpo e mente, crescendo espiritualmente, é básico e fundamental. Para isso, é necessário recorrer à graça e à sabedoria que vem de Deus (Lc 2.52; Cl 3.21).
A lei da semeadura é verdadeira. “porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7b). O reconhecimento virá através das bênçãos que você usufruirá em família e também do testemunho de quem mais te conhece, daqueles que conhecem o teu caráter, que foram gerados e acalentados muito perto do teu coração. O elogio dos seus filhos.
COMPONENTES IMPRESCINDÍVEIS AO PERFIL DA MÃE CRISTÃ

1.    Amar o filho com amor incondicional e valorizá-lo.
·         Criar ambientes no lar onde eles possam compartilhar alegrias e suavizar as tristezas (Cl 3.21);
·         Selecionar boas sementes para plantar no coração deles, no tempo certo do seu desenvolvimento (Ec 3.1);
·         Preparar o filho para a vida (Gn 18.19; Ef 6.4);
·         Construir uma lista de prioridades, onde a atenção para ouvir o que o filho tem a dizer, a valorização de suas qualidades e correção dos defeitos com amor e firmeza, estejam à frente de tantas outras coisas também importantes (Sl 78.4);
·         Acreditar no seu potencial, garantindo motivação para boas realizações e comprovação de que é capaz. Respeitá-lo e ensiná-lo, é também sinônimo de valorização (Ef 6.4), bem como esperar dele o devido respeito (Hb 12.9);
·         Reconhecer suas características positivas, corrigir quando necessário, levando-os a interpretar o amor de Deus como pai amoroso que nos corrige, ensina e reconhece (Hb 12.6-8; Pv 19.18; 22.6,15);
·         Fazer a vontade de Deus conhecida pelos filhos, como faziam os israelitas com os seus filhos (Dt 11.18-20);
·         Ensiná-los a obedecer. Eles aprenderão a obedecer a Deus;
·         Através da disciplina tornar evidente o amor;
·         Não ridicularizá-los à frente de outras pessoas;
·         Não menosprezá-los, ameaçá-los ou suborná-los. Esse procedimento afeta a sua auto-estima; e
·         Possuir fina sensibilidade para, através de suas palavras, reações e comportamentos, com valor de sentimentos, ajudar a mudar comportamentos, despertar respeito, confiança e vontade.
2.   Sabedoria: É a capacidade de discernir, compreender e agir no momento certo e da melhor maneira possível. A mãe sábia não age por impulso.
3.    Saber administrar prioridades;
4.   Recorrer a Cristo como orientador e fonte de motivação (Jô 15.5b0);
5.    Usar o tempo de maneira eficiente, criando uma rotina organizada;
6.   Ser flexível para atender sempre e mudar de atitude quando for necessário. A intransigência impede o nosso crescimento e o dos nossos filhos; e
7.    Ter sensibilidade e fé no Senhor Jesus, sabendo que a Ele, todas as coisas são possíveis (Mt 19.26).


FONTE: Jornal Mensageiro da Paz
ANO: 77
NÚMERO: 1464
EDIÇÃO: Maio de 2007
PÁG: 27


segunda-feira, 14 de julho de 2014

A SOLIDÃO DA ESPERA

O ato de esperar sempre exige muita perseverança e determinação. Seja a espera de uma oportunidade na vida sentimental, profissional, ou espiritual, é preciso ter profunda convicção de princípios para não ceder à tentação de tomar alguns “atalhos” na vida.
É difícil agir com ética, nobreza de caráter e de acordo com valores cristãos em meio a uma multidão de pessoas que estão sempre “tirando vantagem” das situações, quebrando regras e agindo “de acordo com seu coração” e aparentemente são mais bem sucedidos que nós.
A decepção é inevitável à medida que percebemos o passar do tempo, levando consigo oportunidades tão esperadas, deixando uma sensação de vazio e de que estamos perdendo o “melhor da vida”. Desse modo, a espera torna-se solitária e difícil.
Um exemplo claro disso é a situação de muitos jovens que precisam suportar as pressões ao seu redor, seja pelos familiares ou amigos, a respeito da sua vida sentimental. Desde cedo, eles aprendem que precisam ser muito fortes para ousar viver de modo diferente em uma sociedade totalmente corrompida como a nossa. São alvo de piadas irritantes e incômodas devido ao fato de terem decidido não seguir o padrão da maioria, aguardando a pessoa certa para se relacionarem e construírem uma família. Muitas vezes se questionam se vale mesmo a pena renunciar a tantas sensações, à medida que até mesmo seus pares as vivenciam e não aparentam sofrer dano algum, ao mesmo tempo em que seu momento parece demorar demais. Por isso,  alguns terminam por mergulhar na primeira oportunidade que surge para fugir da solidão, arrependendo-se posteriormente.
De fato, quem espera nem sempre alcança e às vezes se cansa. Não se pode fugir dessa verdade! Nem todos os sonhos e projetos se realizam, não podemos controlar tudo. Perdemos ao invés de ganhar, mesmo quando acreditamos merecer a vitória. Vivenciamos decepções em nossos relacionamentos com pessoas que acreditávamos ser nossa alma gêmea. Choramos sozinhos sentindo falta de alguém que nem conhecemos. Contudo, através das perdas aprendemos lições importantes, tão bem expostas por Yla Fernandes:

Nem todos os dias terão sol,
Nem todas as rosas terão perfume.
Nem todas as pessoas serão amáveis.
Nem todas as respostas serão "sim".
Nem todas as lutas serão vencidas.
Eu sei que as vezes não será fácil,
Nem tudo será como eu quero e espero,
Mas será como Deus quer,
E tenho certeza de que o querer de Deus é o melhor pra mim.
Isso é Deus me ensinando a viver.
Conforme a autora ressalta, algumas circunstâncias difíceis são meios usados por Deus para nos ensinar importantes lições. E se nosso coração estiver disposto a aprender, elas resultarão em crescimento pessoal. Com o passar do tempo, percebemos que algumas perdas (relacionamentos, ideias, empregos, projetos) foram na verdade livramentos de Deus e sem elas nossa vida tornou-se muito melhor.
Infelizmente a visão triunfalista bastante difundida em nosso meio nos faz acreditar que obrigatoriamente vamos vencer sempre e que há algo errado em nossa vida se ela não está de acordo com tais ensinamentos. Contudo, sabemos que os fundamentos da vida cristã não são esses e que se nos reportarmos à Mangedoura, ao Calvário e ao Cenáculo, perceberemos claramente que o amor, a renuncia, a dor, a humildade, a fé, a oração e a comunhão são pilares da vida cristã autêntica. É necessário sempre nos repensarmos sobre essas verdades nos momentos de espera, pois isso fortalecerá nossa identidade, nos ajudará a lembrar quem somos em Cristo, de onde viemos e para onde almejamos ir com Ele.
Embora nem sempre recebemos as boas recompensas que acreditamos merecer, devido à nossa espera, as promessas espirituais e a vida em plenitude com o Espírito Santo superabundam qualquer  benção terrena. Basta analisarmos as motivações dos cristãos primitivos, muitos desprovidos até mesmo do que consideramos básico para viver, ou dos nosso irmãos na Coréia do Norte, no Afeganistão e em muitos países da África e de outros continentes, os quais  renunciam diariamente a convivência familiar, empregos e até mesmo a liberdade por amor a Cristo. Para esses, as palavras de Paulo tem um sentido extremamente real e reconfortante: : “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo para ganhar a Cristo” (Fp 3,7-8).Refugo: escória, esterco, algo sem valor.

         Desse modo, ainda que a espera seja longa, se a motivação for o amor a Cristo e aos seus ensinamentos, certamente valerá a pena. E enquanto aguardamos as bênçãos de Deus, poderemos investir nossos dons, talentos e bens materiais para a expansão do seu Reino e no auxílio do próximo, o que ajudará a vencer a solidão e nos encherá de paz em todas as circunstâncias.   

sábado, 5 de julho de 2014

ENCONTRANDO ESPERANÇA



Na capital mineira vivia uma linda menina com sua maravilhosa família em uma residência ampla e confortável.
Mas aquela garota era diferente das demais.
Existia uma dor profunda crescendo em seu interior,a qual ela não sabia explicar a origem e nem as razões da sua existência. Aquela dor simplesmente fez morada em seu pequeno coração e tirou-lhe  todo o desejo de viver.
Não conseguia compartilhar sua tristeza com a família, por não saber justificar os motivos para tanto sofrimento.
Passavam-se os dias, e as noites e ela se sentia cada vez pior. Quando a noite chegava, na solidão de seu quarto, apenas o travesseiro testemunhava as lágrimas caírem.
Não havia mais esperanças, pensava ela.
Assim, resolveu planejar detalhadamente o fim de sua existência.
No entanto, antes de executar aquele terrível plano, inesperadamente visitou uma igreja e através das palavras ali ditas, sentiu a paz de Deus em seu coração. Desse dia em diante, o desejo de se interromper sua vida cessou e ela passou a experimentar uma alegria que só se encontra em Jesus.
         Esse é o belo testemunho da jovem Lilian Lage, que está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=mRSzzMyQFxA
         Dedico essa mensagem a todos que tem procurado sentido para sua existência, sentindo que a mesma está vazia, e tem questionado se a vida se resume apenas àquilo que está vivendo.
Aos que sentem seus corações se angustiarem e choram sozinhos, pois acreditam não haver ninguém capaz de entender a sua tristeza.
         Àqueles que acreditam que apenas o fim da sua existência irá aliviar sua dor e seu sofrimento.
         Ou ainda aos que se sentem tão perdidos (as) e acham que não conseguirão mais se encontrar.
         Também aos que sentem que já erraram demais e pensam  não haver mais perdão para si mesmo.
Seja qual for o motivo que tirou o brilho dos seus olhos, saiba que a mesma paz que Lilian sentiu também está disponível para o seu coração.
Existe alguém que te ama exatamente do modo como você está, Ele é capaz de ler seus pensamentos e conhece toda sua história. E o mais importante: Ele quer que você viva pra Ele!
Seu nome é JESUS, e ele entregou algo muito precioso para te resgatar desse sofrimento: a sua própria vida!
Deixe que esse amor cure suas feridas e experimente a vida nova que só Ele pode te oferecer.
             


terça-feira, 13 de maio de 2014

VENCENDO A ANSIEDADE


Nos tempos atuais, em que as pessoas correm continuamente em busca do sucesso profissional e financeiro, da satisfação pessoal, da estabilidade para si e sua família, especialmente nós mulheres, que temos dupla ou tripla jornada, a ansiedade tem se tornado algo bastante comum em nossas vidas.
Definida pelo dicionário Aurélio como preocupação e angústia, esse sentimento pode tornar-se tão poderoso a ponto de controlar por inteiro nossa existência, desencadeando muitos problemas psicossomáticos.
É algo tão importante e ser tratado, que o próprio Jesus falou acerca dela:
Então Jesus disse aos seus discípulos: - É por isso que eu digo a vocês: não se preocupem com a comida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Pois a vida é mais importante do que a comida, e o corpo é mais importante do que as roupas. Vejam os corvos: não semeiam, não colhem, não têm despensas nem depósitos, mas Deus dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os pássaros? Qual de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso?Portanto, se vocês não podem conseguir uma coisa assim tão pequena, por que se preocupam com as outras? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como uma dessas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje está aqui e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem aflitos, procurando sempre o que comer ou o que beber.Pois os pagãos deste mundo é que estão sempre procurando todas essas coisas. O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas. (Lucas 12.22-31, NTLH)



Essas palavras sempre me trazem alívio quando enfrento as tensões diárias!
Na realidade elas nos fazem entender que muitas coisas que almejamos e que até nos frustramos por não alcançá-las, nem sempre são de fato relevantes e necessárias em nossa vida! Por alguma meta ou sonho, alguns baseados no consumismo apenas,(pois em meio ao povo de Deus esse mal tem crescido, fazendo de muitos seguidores de Cristo péssimos exemplos por não honrarem com seus compromissos), deixamos de lado a comunhão com Deus e as relações familiares, submetendo a mais e mais horas no trabalho para depois sentirmo-nos frustrados e sobrecarregados!
Mas Deus está nos orientando acerca de nossas prioridades em todo o tempo! “Olhai para os lírios do campo e para as aves do céu”!
E ao chamar nossa atenção para o cuidado de Deus com eles, Jesus nos explica que o Pai está disponível para cuidar de nós em todo o tempo –se nós permitirmos em meio à nossa agitação diária- e se priorizarmos o Seu Reino, ao invés de apenas nosso interesses, Ele nos dará essas coisas. Note que Jesus não falou TODAS AS COISAS como muitos tem dito erroneamente! Essas coisas refere-se, de acordo com o contexto,  ao alimento e às vestes, aos quais Jesus se referiu acima. O básico que precisamos para viver! Pois Paulo diz:O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso”. (I Tm 6,7-8)
Deus supre as nossas necessidades! Essa é a grande verdade contida no trecho acima, e confiando Nele venceremos o medo do futuro e encontraremos um caminho para afastarmos a ansiedade de nossas vidas.
É óbvio que nos tempos hodiernos, temos sonhos e planos e lutamos pelo conforto próprio e de nossa família, buscando bens materiais que vão muito além de roupas e alimentos. Alguns destes podem até ser categorizados como básicos, em vista da grande necessidade dos mesmos ou da sua utilidade no reino de Deus, como um transporte, por exemplo.
É evidente que Jesus não condena os que trabalham honestamente para sustentar sua família e dar-lhes o mínimo de conforto. Contudo, estas palavra precisam ser constantemente analisadas por nós, pois muitas vezes o bombardeio de informações e a sedução da mídia nos induzem a comprar de modo impulsivo, sem refletirmos acerca da necessidade de alguns bens de consumo, trazendo consequências no orçamento familiar, atritos no lar e, o pior de tudo: entraves para contribuir na obra de Deus.
Além disso, as preocupações diárias com as coisas terrenas não devem angustiar nosso coração, uma vez que estamos aqui como peregrinos, anelando a Pátria Celestial (se bem que muitas vezes nos preocupamos tanto com o futuro, como se a promessa para nós fosse de uma vida eterna terena e não celestial!).
Enfim, o conselho de Jesus nos ajuda a sobreviver estes tempos trabalhosos e lutarmos por uma maior comunhão com Ele, vencendo tudo o que nos pode afastar disso!
Todas as vezes que me sentia sobrecarregada pelo peso das inúmeras responsabilidades como profissional, esposa de obreiro, integrante de diversos grupos na Igreja e estudante, as Palavras de Jesus soavam como brisa suave ao meu coração...Somente Ele nos conhece o bastante para nos ajudar no processo de libertação do jugo das preocupações e angústias enfrentadas todos os dias!
É necessário lutar contra a ansiedade, não apenas porque ela não condiz com uma fé viva em Deus, mas também porque sua presença contínua em nosso ser pode desencadear problemas graves como a depressão! Ela entra sorrateiramente, inicialmente com despretensiosas e ingênuas preocupações, até dominar nossa vida por inteira e controlar tudo  o que pensamos! É preciso lutar fortemente contra isso, pois pode tornar-se uma arma nas mãos de nosso adversário, podendo utilizá-la para tentar tirar nossa paz e e enfraquecer nossa fé no Deus que provê todas as coisas, pois conforme George Müller "o começo da ansiedade é o fim da fé".

É evidente que não conseguiremos erradicar por completo a ansiedade de nossa existência, mas podemos deixar de experimentá-la diariamente. Conforme nos aconselha o apóstolo Pedro: Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.(I Pe 5.7) e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

UM LUGAR PERTO DO MESTRE


Imagino que aquela manhã para Marta começou cedo. Seus pés talvez já manifestavam os sinais de cansaço, resultantes das horas que ficara em pé ou andando rapidamente de um lado para o outro. Havia ordens a serem dadas, comidas a serem preparadas, tarefas a serem feitas... Afinal em sua casa iria estar Jesus, o mais ilustre de seus amigos e possivelmente uma comitiva com ele.
A refeição precisava estar pronta em tempo hábil, as toalhas, os talheres, a água para lavarem-se, a bacia... Enfim, tantos preparativos!
E as ações que levariam ao resultado final não eram de simples execução, uma vez que naquela época não existiam as tecnologias que facilitam a vida moderna.
Imagine se a água acaba ou o pão não é suficiente? Não era possível ir ao supermercado mais próximo nem ligar para a empresa responsável!
Provavelmente Marta, como boa anfitriã que era, precisou de horas de preparação a fim de adquirir tudo o que era necessário para receber os hóspedes e oferecer-lhes um pouco de conforto e alimento, após a longa e fatigante jornada a pé.
Não é de se admirar que entendamos perfeitamente seu desabafo a respeito do comportamento de Maria.
A doce Maria em meio àquela agitação que circundava os preparativos da recepção de Jesus não tinha os mesmos sentimentos que sua irmã.
Provavelmente Marta era sanguínea, ágil, decidida, enquanto Maria era introspectiva, observadora e reclusa.
Em sua simplicidade buscou um lugarzinho entre as visitas e dedicou toda a sua atenção ao Mestre.
É possível imaginar os sentimentos de Marta ao contemplar esta cena.
Suas palavras provavelmente traduzem cansaço e um pedido de ajuda. Provavelmente esperava que a pequena Maria fosse aconselhada a se retirar da sala de estar.
Certamente muitas de nós nos identificamos com Marta e talvez exista uma parte de nós que ache injusta a resposta de Jesus.
O trabalho justo, necessário e constante consome todo o nosso tempo a ponto de não conseguirmos nos sentar na sala de estar, aos pés do Mestre.
Nos sentimos tristes e terrivelmente injustiçadas com as respostas recebidas.
E a vida se revela como uma corda bamba, na qual é necessário o total equilíbrio entre tantas funções para não desmoronar.
No entanto o conselho do Mestre deve ser visto do ponto de vista de alguém que sabia exatamente o que se passava na mente de Marta, que considerava cada gesto de esforço realizado, que via cada ação feita e, principalmente, que compreendia suas motivações.
A melhor parte estava também à disposição de Marta e ela podia fazer sua escolha.
Era possível agradá-lo mais ainda estando disposta a ouvir seus ensinos.
Aquelas palavras impactaram a vida de Marta e a fizeram refletir acerca da sua disposição em servir a Jesus.
Essas mesmas palavras podem direcionar nossas vidas e nos mostrar que é preciso ir à sala de estar e ouvir o Mestre. Buscar um lugar e um tempo para não apenas falar com ele, mas, principalmente para ouvir sua terna voz. Desse modo, teremos forças para seguir adiante na grande e cansativa jornada da vida.


domingo, 13 de abril de 2014

HÁ UM CONTRASTE...


 Há um contraste entre as multidões que louvam alto em rede nacional e os pequenos grupos que se escondem nas cavernas.
Há um contraste entre o som estrondeante dos instrumentos e o sussurro das pequenas reuniões nas casas ou em lugares ocultos.
Há um contraste entre os milhares que pulam e vibram nos shows e os milhares que correm para preservar sua vida.
Há um contraste entre os rostos despreocupados e os semblantes de constante vigilância e medo.
Há um contraste entre a total liberdade dos sorrisos, das vozes, dos gestos das multidões e a adoração em silencio quase muda.
Há um contraste entre os milhões de templos suntuosos existentes pelas terras nacionais e as pequenas construções marcadas pela ação do tempo ou destruídas pelos inimigos.
Há um contraste entre juras de amor somente através de palavras e ação de entregar a própria vida.
Há um contraste entre os falatórios entre irmãos e a unidade incontestável que faz dar a vida uns pelos outros.
Há um contraste entre a ausência de perdão e a dureza dos corações e a incrível capacidade de amar aos inimigos.
Há um contraste entre a aparente santidade e a obediência incondicional.
Há um contraste entre a vida cristã artificial e a vida no cristianismo verdadeiro.
Há um contraste entre as multidões brasileiras que se arrastam atrás de um evangelho fácil e as multidões arrastadas sobre o próprio sangue nos países perseguidos.
Cristãos perseguidos: um exemplo nos ensina a sermos verdadeiros!

obs. Conheça mais sobre os cristãos secretos e perseguidos e se ame esta causa
https://www.portasabertas.org.br/



segunda-feira, 7 de abril de 2014

A ESCURIDÃO DA NOITE





A noite cai devagar e pouco a pouco os pequenos raios de Sol desaparecem no horizonte.
É incrível como ela traz recordações e pensamentos profundos. É símbolo de tristeza e solidão. Na natureza, até mesmo os animais, de hábitos diurnos, entendem que esse é o momento de recolherem-se e silenciarem.
Mas a noite pode trazer pesadelos terríveis, daqueles que não temos desejo de acordar.
A chegada da noite para algumas pessoas pode ser traduzida como a aproximação de um problema, não a noite comum, quando o dia se vai, mas a noite simbólica.
Existe um salmo que diz que “o choro pode durar a noite inteira, mas a alegria vem ao amanhecer” (Sl 30.5)
Para muitas pessoas essa noite dura o mesmo que uma eternidade de sofrimento e não é possível ver a famosa e desejada luz no fim do túnel, pois parece que ela não existe.
As dores invadem o corpo e perpassam para todas as células, fazendo a alma se esvair em lágrimas na busca por um alívio.
O antídoto para essas dores não pode ser comprado no estabelecimento comercial mais próximo, nem foi descoberto a partir de pesquisas científicas, nem mesmo pode ser adquirido através de um amigo ou familiar.
O remédio para essas dores não está associado a um consultório, a aparelhos, a agulhas e seringas...
A solução para as doenças da alma não é palpável nem visível. Embora explicada pelos teólogos, não depende de escolaridade nem de posição social.
A resposta procurada chama-se  e é traduzida pelo escritor aos hebreus como a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.
Não é fácil acreditar em algo que não é possível mensurar. Talvez seja por esse motivo que a fé para alguns é loucura.
No entanto, de acordo com a Palavra, ela é um fundamento importante e necessário para recebermos as bênçãos de Deus.
É preciso buscá-la através da oração e exercitá-la na vivência cotidiana.
Acreditar que "se há noite escura, também existe manhã radiante" (John Archibald)
As vezes é preciso atravessar um rio revolto para descobrir a força que temos.



PARA REFLETIR...

Amor maiúsculo 
Um homem de idade já bem avançada veio à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida. Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe sobre qual o motivo da pressa.
Ele me disse que precisava ir a um asilo de anciãos para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.
Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo fato de ele estar chegando mais tarde.
- Não, ele disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando, lhe perguntei:
- Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse:
- É . Ela não sabe quem eu sou, mas eu contudo sei muito
bem quem é ela.
Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía e eu pensei:
- Essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida.
verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico.
O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será  e... do que já não é....

(Autor desconhecido)

ONDE ESTÁ O VOSSO TESOURO?





É interessante observar nas histórias cujos temas são voltados para a caça ao tesouro, grupo de pessoas organizadas e dispostas a enfrentar as maiores dificuldades com o objetivo de encontrar um tesouro que, invariavelmente, se encontra em um local quase inacessível. Muitos morrem em busca desse tesouro e apenas uma ou duas pessoas podem chamá-lo de seu.
Um tesouro perecível, no qual as pessoas colocam o seu coração, conforme diz a Palavra em Mateus 6:21: “ Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”.
Pensando nisso, é inevitável o questionamento: ONDE ESTÁ O MEU TESOURO?
O dicionário se refere a tesouro tanto para definir um objeto ou pessoa preciosa quanto o lugar onde essas riquezas estão depositadas.
Partindo dessa premissa, e sabendo que um tesouro pode ser compreendido como algo que é prioritário em nossas vidas, essa questão ganha um valor incalculável.
Mas não é possível fugir de outra questão  que vem primeiro: O QUE É O MEU TESOURO? Ou, O QUE SÃO AS COISAS REALMENTE VALIOSAS PARA MIM?
A lista pode ser infinita com de elementos de natureza diversa: para alguns,  a família pode ser um tesouro. Para os materialistas, a empresa, a profissão ou ascensão profissional no sentido de lucro. Para uns, as pessoas podem ser um grande tesouro, bem como o agir em prol delas. Para outros, a diversão e para outros  alguns prazeres sejam eles de que natureza for. Para tantos, a vida é o maior tesouro ou simplesmente os sonhos e objetivos.
Enfim, cada ser humano à medida que desenha sua trajetória na Terra, elege, escolhe e ajunta para si tesouros. Não somente bens materiais, mas toda a sorte de coisas, sentimentos e ações que se tornam parte intrínseca da vida e guiam impulsos, desejos e vontades até governarem o coração.
Pensar não só no tesouro em si, mas também no lugar onde eu o coloco é igualmente importante, ou seja, a prioridade que é dada a tudo o que elegemos como importante de acordo com nossos padrões.
Pois segundo a palavra “no lugar onde estiver o nosso tesouro, ali estará também o nosso coração” (6. 21).
Contudo, ao pensarmos na mangedoura em Belém, onde descansava o pequeno Jesus, vi que os reis que foram adorá-lo lhe ofereceram seus tesouros, conforme relata Mateus 2:11 “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra”.
Não tive como fugir da indagação: TERIA EU CONDIÇÕES, CORAGEM E DESPREENDIMENTO PARA OFERTAR AO SENHOR MEUS TESOUROS?
E ainda: MEUS TESOUROS SERIAM ACEITOS POR ELE, OU SERIAM DIGNOS DE SER OFERECIDOS.
Evidente que eu só ofereceria algo tão precioso a alguém definitivamente importante para mim e a depender do lugar em que coloco esses tesouros e da importância deles para mim.
Para pensar nisso, não posso fugir das questões existências: QUEM SOU? ONDE ESTOU? PARA ONDE VOU?
Se me reconheço como filha de Deus, aceita não por mérito, mas por graça, através do sacrifício vicário de Cristo, com o objetivo de viver uma vida santa, separada de tudo aquilo que desagrada ao meu Pai com o objetivo de, humildemente, servir a ele, o que implica, prioritariamente levar outros ao conhecimento da verdade, ainda que tal serviço jamais pagaria o alto preço que foi pago por minha alma,  tanto o tesouro quanto o lugar onde vou colocá-lo mudam radicalmente.
Se me reconheço como sua filha, e isso é escolha e não imposição do Pai, logo, em primeira instancia, a vida já não mais me pertence, mas à Ele.
E mais uma vez preciso me indagar: COMO POSSO EU DEFINIR TESOUROS EM UMA VIDA  QUE NÃO ME PERTENCE?
Tudo aquilo que eu reputava por valioso de repente pode tornar-se numa fumaça quando penso no que está escrito em Mateus 6:19 : “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.”
Ou seja: até quando estarei viva? Ou até onde me acompanharão meus bens materiais? Meus títulos, minhas vaidades, meus orgulhos...
Ou até quando terei minha família, meus sonhos... Sagrados demais para levar à mangedoura, mas que, num só momento, poderão não existir mais?
Jó responderia bem a essa pergunta.
Praticamente dormiu tendo tudo e acordou tendo apenas a vida.
Mas o registro Bíblico não para na ordenança, também orienta: Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mateus 6:20) 
E agora, penso: QUAL É A MINHA ESSÊNCIA?
É terrena ou divina? Ou seja, estou me preparando para morar onde?
Onde será minha casa eterna? Minha habitação? Será terrestre ou celestial.
Da parte de Cristo já está prometido “foi preparar-nos lugar” (Jo 14.3).
Mas e eu?  Estou me preparando também para este lugar?
Certamente muitas coisas do que investimos nossas forças para alcançar e damos nosso tempo para conquistar não tem valor algum no âmbito espiritual.
A única coisa importante nesse sentido são as pessoas. Sim pessoas SÃO VERDADEIRAMENTE TESOUROS. Mas não no sentido de apegar-se a elas, ou colocá-las acima de tudo. Mas no sentido de conduzi-las ao Senhor de tudo e de todos.
Só as levaremos a Ele, se o próprio Deus for MAIS VALIOSO DO QUE QUALQUER OUTRO SER OU COISA NA TERRA PARA NÓS.
Assim não será pesada demais a ordem: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me”.( Mateus 19:21)
Pois se cumprirá a palavra que diz, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. ( Rm 11:36)