“De todos os papéis
desempenhados pela mulher durante a trajetória da sua vida, o papel de mãe é
extremamente significativo e duradouro. Ser mãe é ter o privilégio de gerar e
abrigar em seu ventre uma nova vida, é conviver e compartilhar simbioticamente
com o crescimento do novo ser, participando e disponibilizando o seu próprio
organismo para isso. É ter o privilégio de reconhecer os mais fortes
sentimentos despertados pela constatação da gravidez. É, na maioria das vezes,
o acontecimento impar para auto-realização de uma mulher”.
Há alguns anos atrás me
deparei com o artigo “Bênçãos e responsabilidades de ser mãe” publicado pelo
Mensageiro da Paz, cuja leitura marcou-me profundamente. Atualmente, a experiência
vivida me faz ter um novo olhar sobre a trajetória de uma mulher no caminho percorrido
até tornar-se mãe.
O que é ser mãe, afinal? É
muito mais do que emoções fortes, sentir chutes, derramar rios de lágrimas,
sonhar com um rosto ou sofrer pelas perdas. É algo que transcende as
explicações naturais e está no campo da experiência, não apenas no sentido biológico
de gerar, mas também daquelas que geram e cuidam sem nunca terem passado pela experiência
do parto.
Para algumas mulheres é a
celebração da vida, para outros a vivência do luto. Para algumas, uma
realização, para outras, um fardo. Para muitas, ganhos, para tantas outras, duras
perdas.
Desde pequenas recebemos a “missão”
de procriar e esta pode ser uma alegria, uma carga, ou um sonho distante a
depender de nossa história de vida, de nossas prioridades, de nossa identidade
enquanto mulher.
Antigamente, este era um dos
papéis claros para qualquer mulher, visto que a maioria não podia alimentar os
anseios de uma carreira. Contudo, atualmente, muitas de nós encontramo-nos na
encruzilhada da vida, indecisas sobre o melhor momento para sermos mães,
levando em consideração os desejos do parceiro, da família, os planos
profissionais e nem sempre tendo claro nossas próprias emoções, muitas vezes
encurraladas pelo medo de não mais ser possível a realização do sonho da
maternidade, após completadas as etapas da carreira, ou resolvidas as pendências
pessoais.
As tristes experiências de
amigas que perderam seus bebês tão desejados não deixam de nos afetar. Para uma
mulher, essa vivência é a ruptura não apenas com projetos e desejos íntimos,
mas a separação com um pedaço de si, um processo profundamente doloroso e cuja
recuperação é lenta. Contudo, também podemos nos lembrar que muitas dessas
amigas resolveram se reerguer em meio à sua dor tiveram coragem para lutar,
sendo bem sucedidas em suas tentativas. Outras, encontraram a realização de
maneiras diferentes, através de caminhos curvilíneos, mas que as conduziram a
um destino feliz.
Nem sempre uma resposta
negativa ante o desejo de ser mãe é o fim de tudo. Conheço algumas histórias
dignas de um filme maravilhoso acerca de mães que tiveram um encontro com seu
(sua) filho (a) e souberam desde a primeira vez que viram a criança que estavam
destinados um para o outro, percorrendo todo o longo e burocrático caminho da
adoção por anos e ficando juntos no final. Alguns desses filhos, tornam-se tão
parecidos com seus pais, com laços tão profundos de amor, que em nada os
diferencia de filhos biológicos. São experiências maravilhosas, as quais estão
disponíveis para toda mulher que se permitir vivenciá-las.
A experiência de cuidar de uma
criança, estabelecendo laços de afeto e sendo um referencial em sua vida é algo
profundo e duradouro. Muitas mulheres encontram nesse papel uma resposta para
sua missão no mundo e a realização pessoal de suas vidas. São inúmeros exemplos
de missionárias solteiras ou casadas ou simplesmente mulheres anônimas, que
deixaram um grande legado através de seu trabalho, alcançando muitas vidas e
tocando muitos corações. Seja em escolas ou em orfanatos, casas de abrigo ou em
suas próprias residências, elas abriram as portas de seus corações para
crianças que jamais encontraram um amor tão puro quanto o delas. Um grande
exemplo é a história de Flor de Liz, uma mulher surpreendente, que foi capaz de
amar dezenas de crianças abandonadas, aliciadas pelo tráfico de drogas e
vítimas de todo tipo de violência. Para conhecer mais acerca de sua história
assista o filme https://www.youtube.com/watch?v=z9OqXKqowBE
ou pesquise http://blogs.odiario.com/inforgospel/2011/07/11/flor-de-lis-a-missionaria-foi-homenageada-pela-sua-historia-e-trabalho/.
Ela enfrentou inúmeras dificuldades para ser a única figura de mãe na vida da
maioria dessas crianças e, na maioria dos casos, conseguiu transformar a
história destas, dando-lhes um novo sentido.
Enfim, a relação entre mães e
filhos é complexa e multifacetada. Em dias como os que vivemos, em que intuições
como a família, a escola e a igreja enfrentam o caos instaurado na sociedade e
vemos as relações se degenerarem e o mundo se tornando um lugar cada vez mais
difícil de se viver, torna-se uma tarefa cada vez mais desafiadora a de educar,
especialmente quando se trata de nossos
filhos, cuja responsabilidade é inteiramente nossa. Contudo, conforme ressalta
o artigo citado no início deste texto, nós mulheres cristãs temos uma grande
fonte de inspiração e auxílio em se tratando das relações familiares, que são
as Sagradas Escrituras, as quais, se bem estudadas e aplicadas no contexto
familiar, oferecem norteamento tanto para pais, quanto para filhos e cônjuges,
revelando profundas lições para relacionamentos saudáveis e amorosos.
Busquemos, pois com diligencia valorizar o culto doméstico e os momentos de
diálogo e companhia em família, ainda que para isso tenhamos que vencer muitos
obstáculos impostos pelo estilo de vida atual.
Para ler o artigo “Bênçãos e
responsabilidades de ser mãe” na íntegra, acesse https://mulherespreciosasnaessencia.blogspot.com/b/post-preview?token=NBTuZUgBAAA.axg7cFHA3Y3Yimo3Ir6Ebw.Mc7e98pdnA5oGhxABjgkaQ&postId=5604054616805177811&type=POST

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua participação é muito importante!Deixe seu comentário!