quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MATERNIDADE; UMA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGENS (UM TEMA DE MUITAS FACETAS)

“De todos os papéis desempenhados pela mulher durante a trajetória da sua vida, o papel de mãe é extremamente significativo e duradouro. Ser mãe é ter o privilégio de gerar e abrigar em seu ventre uma nova vida, é conviver e compartilhar simbioticamente com o crescimento do novo ser, participando e disponibilizando o seu próprio organismo para isso. É ter o privilégio de reconhecer os mais fortes sentimentos despertados pela constatação da gravidez. É, na maioria das vezes, o acontecimento impar para auto-realização de uma mulher”.
Há alguns anos atrás me deparei com o artigo “Bênçãos e responsabilidades de ser mãe” publicado pelo Mensageiro da Paz, cuja leitura marcou-me profundamente. Atualmente, a experiência vivida me faz ter um novo olhar sobre a trajetória de uma mulher no caminho percorrido até tornar-se mãe.
O que é ser mãe, afinal? É muito mais do que emoções fortes, sentir chutes, derramar rios de lágrimas, sonhar com um rosto ou sofrer pelas perdas. É algo que transcende as explicações naturais e está no campo da experiência, não apenas no sentido biológico de gerar, mas também daquelas que geram e cuidam sem nunca terem passado pela experiência do parto.
Para algumas mulheres é a celebração da vida, para outros a vivência do luto. Para algumas, uma realização, para outras, um fardo. Para muitas, ganhos, para tantas outras, duras perdas.
Desde pequenas recebemos a “missão” de procriar e esta pode ser uma alegria, uma carga, ou um sonho distante a depender de nossa história de vida, de nossas prioridades, de nossa identidade enquanto mulher.
Antigamente, este era um dos papéis claros para qualquer mulher, visto que a maioria não podia alimentar os anseios de uma carreira. Contudo, atualmente, muitas de nós encontramo-nos na encruzilhada da vida, indecisas sobre o melhor momento para sermos mães, levando em consideração os desejos do parceiro, da família, os planos profissionais e nem sempre tendo claro nossas próprias emoções, muitas vezes encurraladas pelo medo de não mais ser possível a realização do sonho da maternidade, após completadas as etapas da carreira, ou resolvidas as pendências pessoais.
As tristes experiências de amigas que perderam seus bebês tão desejados não deixam de nos afetar. Para uma mulher, essa vivência é a ruptura não apenas com projetos e desejos íntimos, mas a separação com um pedaço de si, um processo profundamente doloroso e cuja recuperação é lenta. Contudo, também podemos nos lembrar que muitas dessas amigas resolveram se reerguer em meio à sua dor tiveram coragem para lutar, sendo bem sucedidas em suas tentativas. Outras, encontraram a realização de maneiras diferentes, através de caminhos curvilíneos, mas que as conduziram a um destino feliz.
Nem sempre uma resposta negativa ante o desejo de ser mãe é o fim de tudo. Conheço algumas histórias dignas de um filme maravilhoso acerca de mães que tiveram um encontro com seu (sua) filho (a) e souberam desde a primeira vez que viram a criança que estavam destinados um para o outro, percorrendo todo o longo e burocrático caminho da adoção por anos e ficando juntos no final. Alguns desses filhos, tornam-se tão parecidos com seus pais, com laços tão profundos de amor, que em nada os diferencia de filhos biológicos. São experiências maravilhosas, as quais estão disponíveis para toda mulher que se permitir vivenciá-las.
A experiência de cuidar de uma criança, estabelecendo laços de afeto e sendo um referencial em sua vida é algo profundo e duradouro. Muitas mulheres encontram nesse papel uma resposta para sua missão no mundo e a realização pessoal de suas vidas. São inúmeros exemplos de missionárias solteiras ou casadas ou simplesmente mulheres anônimas, que deixaram um grande legado através de seu trabalho, alcançando muitas vidas e tocando muitos corações. Seja em escolas ou em orfanatos, casas de abrigo ou em suas próprias residências, elas abriram as portas de seus corações para crianças que jamais encontraram um amor tão puro quanto o delas. Um grande exemplo é a história de Flor de Liz, uma mulher surpreendente, que foi capaz de amar dezenas de crianças abandonadas, aliciadas pelo tráfico de drogas e vítimas de todo tipo de violência. Para conhecer mais acerca de sua história assista o filme https://www.youtube.com/watch?v=z9OqXKqowBE ou pesquise  http://blogs.odiario.com/inforgospel/2011/07/11/flor-de-lis-a-missionaria-foi-homenageada-pela-sua-historia-e-trabalho/. Ela enfrentou inúmeras dificuldades para ser a única figura de mãe na vida da maioria dessas crianças e, na maioria dos casos, conseguiu transformar a história destas, dando-lhes um novo sentido.
Enfim, a relação entre mães e filhos é complexa e multifacetada. Em dias como os que vivemos, em que intuições como a família, a escola e a igreja enfrentam o caos instaurado na sociedade e vemos as relações se degenerarem e o mundo se tornando um lugar cada vez mais difícil de se viver, torna-se uma tarefa cada vez mais desafiadora a de educar, especialmente quando se trata  de nossos filhos, cuja responsabilidade é inteiramente nossa. Contudo, conforme ressalta o artigo citado no início deste texto, nós mulheres cristãs temos uma grande fonte de inspiração e auxílio em se tratando das relações familiares, que são as Sagradas Escrituras, as quais, se bem estudadas e aplicadas no contexto familiar, oferecem norteamento tanto para pais, quanto para filhos e cônjuges, revelando profundas lições para relacionamentos saudáveis e amorosos. Busquemos, pois com diligencia valorizar o culto doméstico e os momentos de diálogo e companhia em família, ainda que para isso tenhamos que vencer muitos obstáculos impostos pelo estilo de vida atual.

Para ler o artigo “Bênçãos e responsabilidades de ser mãe” na íntegra, acesse  https://mulherespreciosasnaessencia.blogspot.com/b/post-preview?token=NBTuZUgBAAA.axg7cFHA3Y3Yimo3Ir6Ebw.Mc7e98pdnA5oGhxABjgkaQ&postId=5604054616805177811&type=POST

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