PORTINARI, Mulher e criança
De
todos os papéis desempenhados pela mulher durante a trajetória da sua vida, o
papel de mãe é extremamente significativo e duradouro. Ser mãe é ter o
privilégio de gerar e abrigar em seu ventre uma nova vida, é conviver e
compartilhar simbioticamente com o crescimento do novo ser, participando e
disponibilizando o seu próprio organismo para isso. É ter o privilégio de
reconhecer os mais fortes sentimentos despertados pela constatação da gravidez.
É, na maioria das vezes, o acontecimento impar para auto-realização de uma
mulher.
A
mulher cristã tem a sua ótica da maternidade ampliada. Ela recebe o filho como
um presente de Deus. “Os filhos são herança do Senhor” (Sl 127.3). “Eles são
bênçãos do Senhor” (Sl 128.3; Dt 28.4; 1 Tm 2.15).
Logo,
suas percepções e preocupações estarão voltadas para o pequeno bebê que
transformará a rotina diária da mulher numa grande aventura com fortes emoções
e muito trabalho. A partir de então, ela passa a entender e a suprir as
necessidades do filho que, inicia a sua vida totalmente dependente, sendo
acompanhado por ela, com amor, carinho e dedicação; e capaz de transmitir
segurança à criança, que paralelamente ao ensino, disciplina e coerência,
preparam-na para a autonomia. A tarefa é árdua e exige tempo de qualidade,
talento, energia e boa comunicação para alcançar os objetivos propostos.
A
mulher cristã é preocupada com o desenvolvimento do filho como um todo:
Espírito, Alma e Corpo. Ela exerce influência na formação da personalidade da
criança, passando, não só através de palavras, mas dos exemplos vivenciados em
família e na sociedade, os valores morais e cristãos que nortearão o
comportamento infantil. Assim eles poderão se tornar adultos saudáveis e bem
ajustados.
A
mãe tem a oportunidade de vivenciar, desde a mais tenra idade, os anos mais
importantes no processo de desenvolvimento, quando a criança é mais flexível e
vulnerável à assimilação dos valores e princípios eternos. A criança é “matéria
prima” de muito boa qualidade. O amor, boa vontade, postura firme e profunda
compreensão serão a base da maturidade bem sucedida (1 Co 13.4-8).
A
mãe crente possui características especiais. Além de todas, possui
sensibilidade para entender a importância, também, do cuidado com a vida
espiritual de seus filhos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar. E
ainda quando for velho não desviará dele” (Pv 22.6). Dará a seus filhos
conhecimento de Cristo e seu poder, levando-os a ter uma experiência pessoal
com deus. Será capaz de interceder por eles em oração, dando apoio espiritual.
A
Bíblia traz exemplos de inúmeras mulheres que se destacaram como mães
diligentes. Maria, mãe de Jesus é um deles. Ela foi escolhida por Deus para ser
a mãe do salvador e possuía características que agradavam a Deus, como
humildade, submissão, santidade e uma vida de oração. Maria soube ouvir e
entender a vontade de Deus a respeito da criação de Jesus (Lc 1.46-51).
Vivemos
num mundo corrompido que apresenta aos nossos filhos só o lado satisfatório que
os prazeres do mundo oferecem em nada contribuindo para a salvação da alma
deles e da felicidade plena e duradoura que o Senhor nos proporciona. Ajudar a
mantê-los saudáveis de corpo e mente, crescendo espiritualmente, é básico e
fundamental. Para isso, é necessário recorrer à graça e à sabedoria que vem de
Deus (Lc 2.52; Cl 3.21).
A
lei da semeadura é verdadeira. “porque tudo o que o homem semear, isso também
ceifará” (Gl 6.7b). O reconhecimento virá através das bênçãos que você
usufruirá em família e também do testemunho de quem mais te conhece, daqueles
que conhecem o teu caráter, que foram gerados e acalentados muito perto do teu
coração. O elogio dos seus filhos.
COMPONENTES
IMPRESCINDÍVEIS AO PERFIL DA MÃE CRISTÃ
1.
Amar o filho com amor incondicional e valorizá-lo.
·
Criar ambientes no lar onde eles possam
compartilhar alegrias e suavizar as tristezas (Cl 3.21);
·
Selecionar boas sementes para plantar no coração
deles, no tempo certo do seu desenvolvimento (Ec 3.1);
·
Preparar o filho para a vida (Gn 18.19; Ef 6.4);
·
Construir uma lista de prioridades, onde a atenção
para ouvir o que o filho tem a dizer, a valorização de suas qualidades e
correção dos defeitos com amor e firmeza, estejam à frente de tantas outras
coisas também importantes (Sl 78.4);
·
Acreditar no seu potencial, garantindo motivação
para boas realizações e comprovação de que é capaz. Respeitá-lo e ensiná-lo, é
também sinônimo de valorização (Ef 6.4), bem como esperar dele o devido
respeito (Hb 12.9);
·
Reconhecer suas características positivas, corrigir
quando necessário, levando-os a interpretar o amor de Deus como pai amoroso que
nos corrige, ensina e reconhece (Hb 12.6-8; Pv 19.18; 22.6,15);
·
Fazer a vontade de Deus conhecida pelos filhos,
como faziam os israelitas com os seus filhos (Dt 11.18-20);
·
Ensiná-los a obedecer. Eles aprenderão a obedecer a
Deus;
·
Através da disciplina tornar evidente o amor;
·
Não ridicularizá-los à frente de outras pessoas;
·
Não menosprezá-los, ameaçá-los ou suborná-los. Esse
procedimento afeta a sua auto-estima; e
·
Possuir fina sensibilidade para, através de suas
palavras, reações e comportamentos, com valor de sentimentos, ajudar a mudar
comportamentos, despertar respeito, confiança e vontade.
2.
Sabedoria: É a capacidade de discernir, compreender e agir
no momento certo e da melhor maneira possível. A mãe sábia não age por impulso.
3.
Saber administrar prioridades;
4.
Recorrer a Cristo como orientador e fonte de
motivação (Jô 15.5b0);
5.
Usar o tempo de maneira eficiente, criando uma
rotina organizada;
6.
Ser flexível para atender sempre e mudar de atitude
quando for necessário. A intransigência impede o nosso crescimento e o dos
nossos filhos; e
7.
Ter sensibilidade e fé no Senhor Jesus, sabendo que
a Ele, todas as coisas são possíveis (Mt 19.26).
FONTE: Jornal
Mensageiro da Paz
ANO: 77
NÚMERO: 1464
EDIÇÃO: Maio de 2007
PÁG: 27

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