segunda-feira, 7 de abril de 2014

ONDE ESTÁ O VOSSO TESOURO?





É interessante observar nas histórias cujos temas são voltados para a caça ao tesouro, grupo de pessoas organizadas e dispostas a enfrentar as maiores dificuldades com o objetivo de encontrar um tesouro que, invariavelmente, se encontra em um local quase inacessível. Muitos morrem em busca desse tesouro e apenas uma ou duas pessoas podem chamá-lo de seu.
Um tesouro perecível, no qual as pessoas colocam o seu coração, conforme diz a Palavra em Mateus 6:21: “ Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”.
Pensando nisso, é inevitável o questionamento: ONDE ESTÁ O MEU TESOURO?
O dicionário se refere a tesouro tanto para definir um objeto ou pessoa preciosa quanto o lugar onde essas riquezas estão depositadas.
Partindo dessa premissa, e sabendo que um tesouro pode ser compreendido como algo que é prioritário em nossas vidas, essa questão ganha um valor incalculável.
Mas não é possível fugir de outra questão  que vem primeiro: O QUE É O MEU TESOURO? Ou, O QUE SÃO AS COISAS REALMENTE VALIOSAS PARA MIM?
A lista pode ser infinita com de elementos de natureza diversa: para alguns,  a família pode ser um tesouro. Para os materialistas, a empresa, a profissão ou ascensão profissional no sentido de lucro. Para uns, as pessoas podem ser um grande tesouro, bem como o agir em prol delas. Para outros, a diversão e para outros  alguns prazeres sejam eles de que natureza for. Para tantos, a vida é o maior tesouro ou simplesmente os sonhos e objetivos.
Enfim, cada ser humano à medida que desenha sua trajetória na Terra, elege, escolhe e ajunta para si tesouros. Não somente bens materiais, mas toda a sorte de coisas, sentimentos e ações que se tornam parte intrínseca da vida e guiam impulsos, desejos e vontades até governarem o coração.
Pensar não só no tesouro em si, mas também no lugar onde eu o coloco é igualmente importante, ou seja, a prioridade que é dada a tudo o que elegemos como importante de acordo com nossos padrões.
Pois segundo a palavra “no lugar onde estiver o nosso tesouro, ali estará também o nosso coração” (6. 21).
Contudo, ao pensarmos na mangedoura em Belém, onde descansava o pequeno Jesus, vi que os reis que foram adorá-lo lhe ofereceram seus tesouros, conforme relata Mateus 2:11 “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra”.
Não tive como fugir da indagação: TERIA EU CONDIÇÕES, CORAGEM E DESPREENDIMENTO PARA OFERTAR AO SENHOR MEUS TESOUROS?
E ainda: MEUS TESOUROS SERIAM ACEITOS POR ELE, OU SERIAM DIGNOS DE SER OFERECIDOS.
Evidente que eu só ofereceria algo tão precioso a alguém definitivamente importante para mim e a depender do lugar em que coloco esses tesouros e da importância deles para mim.
Para pensar nisso, não posso fugir das questões existências: QUEM SOU? ONDE ESTOU? PARA ONDE VOU?
Se me reconheço como filha de Deus, aceita não por mérito, mas por graça, através do sacrifício vicário de Cristo, com o objetivo de viver uma vida santa, separada de tudo aquilo que desagrada ao meu Pai com o objetivo de, humildemente, servir a ele, o que implica, prioritariamente levar outros ao conhecimento da verdade, ainda que tal serviço jamais pagaria o alto preço que foi pago por minha alma,  tanto o tesouro quanto o lugar onde vou colocá-lo mudam radicalmente.
Se me reconheço como sua filha, e isso é escolha e não imposição do Pai, logo, em primeira instancia, a vida já não mais me pertence, mas à Ele.
E mais uma vez preciso me indagar: COMO POSSO EU DEFINIR TESOUROS EM UMA VIDA  QUE NÃO ME PERTENCE?
Tudo aquilo que eu reputava por valioso de repente pode tornar-se numa fumaça quando penso no que está escrito em Mateus 6:19 : “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.”
Ou seja: até quando estarei viva? Ou até onde me acompanharão meus bens materiais? Meus títulos, minhas vaidades, meus orgulhos...
Ou até quando terei minha família, meus sonhos... Sagrados demais para levar à mangedoura, mas que, num só momento, poderão não existir mais?
Jó responderia bem a essa pergunta.
Praticamente dormiu tendo tudo e acordou tendo apenas a vida.
Mas o registro Bíblico não para na ordenança, também orienta: Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mateus 6:20) 
E agora, penso: QUAL É A MINHA ESSÊNCIA?
É terrena ou divina? Ou seja, estou me preparando para morar onde?
Onde será minha casa eterna? Minha habitação? Será terrestre ou celestial.
Da parte de Cristo já está prometido “foi preparar-nos lugar” (Jo 14.3).
Mas e eu?  Estou me preparando também para este lugar?
Certamente muitas coisas do que investimos nossas forças para alcançar e damos nosso tempo para conquistar não tem valor algum no âmbito espiritual.
A única coisa importante nesse sentido são as pessoas. Sim pessoas SÃO VERDADEIRAMENTE TESOUROS. Mas não no sentido de apegar-se a elas, ou colocá-las acima de tudo. Mas no sentido de conduzi-las ao Senhor de tudo e de todos.
Só as levaremos a Ele, se o próprio Deus for MAIS VALIOSO DO QUE QUALQUER OUTRO SER OU COISA NA TERRA PARA NÓS.
Assim não será pesada demais a ordem: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me”.( Mateus 19:21)
Pois se cumprirá a palavra que diz, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. ( Rm 11:36)


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